quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eliezer Batista




Ex-presidente da Vale, ex-ministro de Minas e Energia (governo João Goulart) e de Assuntos Estratégicos (Fernando Collor), Eliezer Batista é um nomes mais expressivos na construção do modelo desenvolvimentista do Brasil. Homenageado pelo Centro de Relações Internacionais da FGV, com a exibição no dia 26 de setembro de documentário sobre sua vida – “Eliezer Batista, o Engenheiro do Brasil”, do cineasta Victor Lopes – ele debateu sus idéias com um auditório lotado e afirmou que a prioridade para o país neste momento deveria ser investir em educação e inovação, para romper o ciclo de dependência com relação às commodities: “Nenhum país se desenvolve só com matérias-primas e nesse sentido estamos menos desenvolvidos hoje do que no passado”.

“O encontro com Eliezer Batista faz parte de um ciclo de debates sobre relações internacionais e desenvolvimento, que nos últimos dois meses trouxe à FGV outras personalidades de destaque, como o embaixador e ex-ministro Rubens Ricupero, o presidente da Embraer Europa, Luiz Fuchs e o professor Luiz Werneck Vianna”, disse o professor Maurício Santoro, que mediou a discussão: “Eliezer é uma figura-chave na transformação da Vale de uma pequena empresa de mineração num ator global nesse mercado, e uma referência em comércio exterior, logística e desenvolvimento sustentável.”


O resto, no site do Centro de Relações Internacionais da FGV.

3 comentários:

Karin Nery disse...

Olá, Maurício!

Se me permite, vou comentar o q penso a respeito.
Esse velho foi muito esperto! Durante o período Goulart, quando foi ministro das Minas e Energia, trouxe especialistas, geólogos do mundo todo para mapear os pontos do Brasil mais ricos em minério. Utilizou dessa informação privilegiada para comprar boa parte das terras a "preço de banana". Ele diz que o Brasil tem que investir em educação e que não pode depender das commodities... Lógico, depois ele já explorou tudo e permitiu que o filho fizesse bilhões herdando essas terras e concedendo o direito de explorar até ao Governo Federal!
Pode ter feito muito pelo país, mas de todos que já ocuparam cargos no poder executivo, esse velho foi o que melhor preparou a "rede" dele. Se prepare... que assim como homenageamos a ele, também homenageraremos outros com filmes: Sarney, ACM, José Dirceu e a lista não tem fim... Pois, o nosso país é cheio de "heróis".

Abraços

Maurício Santoro disse...

Salve, Karin.

Existem muitas lendas sobre o Eliezer, uma delas é que ele teria cedido informação confindencial ao filho para que ele enriquecesse. As pessoas em geral esquecem que ele tem sete filhos, e só o Eike virou bilionário, e mesmo assim numa idade madura.

abraços

Anônimo disse...

Contestando a sua defesa pró-Eliezer, Maurício, não sabemos a relação do Eliezer com seus filhos e muito menos o caráter de cada um deles, podendo muito bem o Eike ser o filho mais "ambicioso" e o que queria ser "melhor e maior" que os outros irmãos... além do mais, os 7 filhos, ao que tudo indica, são de esposas diferentes, provavelmente com mentalidades diferentes...

Você diz que o Eike virou bilionário só na idade madura, esquecendo que antes de ser bilionário ele foi milionário, com seus 20 e poucos anos...

Provavelmente, o Eliézer, em função de não ter sido presente na condição de pai para com o Eike, como ele próprio diz, quis compensar essa "falta" iniciando-o no mundo dos negócios minerais, com informações quentíssimas a respeito de localização de jazidas minerais...
Tudo é muito superficial, mas, havendo uma investigação séria e independente, com certeza a realidade, nua e crua, virá a tona, e a ilusão cinematográfica cai por terra.