quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Levanta-te, Simon!



A notícia foi anunciada pelo Twitter, numa série de postagens que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, publicou de madrugada por meio de seu telefone celular: “Confesso que choramos... Digo-lhes: tem que ser Bolívar este esqueleto glorioso, pois pode-se sentir sua labareda... Meu Deus, meu Deus, meu Deus... Meu Cristo, nosso Cristo, enquanto eu rezava em silêncio vendo aqueles ossos, pensei em Ti! E como quis que chegasses e ordenasses como para Lázaro: ´Levanta-te, Simón, que não é tempo de morrer.´ De imediato recordei que Bolívar vive!!”

(...)

Embora o apreço de Chávez por Bolívar seja considerado com freqüência como um exótico culto à personalidade, a construção desse discurso político ilustra muitos dos dilemas do chavismo, em particular a dificuldade do presidente em lidar com os movimentos sociais da esquerda venezuelana – uma relação mais difícil e complexa do que parece à primeira vista.


Este é o início do meu artigo “Levanta-te, Simon: uma revisita a Chávez, Bolívar e o ´socialismo do século XXI´. O texto completo está disponível no site da revista Insight/Inteligência.

8 comentários:

brunomlopes disse...

Acho que a figura do Chavez vai ser um dos pontos de debate da eleição presidencial nas terras de Abreu e Lima (que, aliás, batiza a refinaria que está sendo construída em Pernambuco). Há meses ele declarou apoio a Dilma (e não a Marina ou Plínio), e isso começa a ser lembrado.

Os dilmistas não reforçam esse ponto, que é mais lembrado pelos tucanos e demos.

Mauricio Santoro disse...

Caro,

Não acredito que a política externa terá qualquer peso na disputa presidencial.

abraços

Mário Machado disse...

Dr.

O Brasil, pelo menos em termos eleitorais continua a viver em esplêndido isolamento.

Mário Machado disse...

Chame-me de frouxo, mas eu não tenho estomago para ver os ossos de um herói meu. Como diriam os paulistas "puta coisa morbida, meu".

brunomlopes disse...

A decisão de trazer a política externa para a discussão cabe à candidatura Serra. Na hora do desepero (ela vai chegar) podem tentar essa cartada.

O peso da questão é marginal, mas pode ser maior para parte da classe média que votou na Marina.

Cristian Abreu de Quevedo disse...

EM primeiro lugar gostaria de lhe dar parabéns pelo seu blog! EM segundo pelo seu brilhante curriculum! Em terceiro expressar que foi achado encontrar um blog bem escrito e com contornos tão fortes. Sou graduado em filosofia e farei pós em Ciência Política.
Fato! Também não acredito que a política externa tenha influência, ao menos grande, na disputa presidencial.

Mauricio Santoro disse...

Salve, Bruno.

A campanha do Serra usou um pouco isso no primeiro turno, com a questão da Colômbia e da Bolívia, e o resultado foi nulo, senão contraproducente.

O Brasil não é um país dado a radicalismos, e a chave para ganhar a presidência é conquistar o voto do eleitor centrista. Lula demorou quatro eleições para perceber isso, mas aprendeu.

O tema religioso deve ser bem mais explorado neste segundo turno. Vem chumbo grosso por aí.

Caro Cristian,

Muito obrigado, espero que você goste do site.

Abraços

Flavio Faria disse...

Hahaha. É nessas horas que a gente percebe o quanto que a literatura é importante. Qualquer semelhança com "O Grande Irmão" de George Orwell (1984) não é mera coincidência. A Venezuela está perdida.